Com as facilidades que a internet possibilita nos dias de hoje, qualquer um pode buscar referências na rede mundial e usar parte e, para os mais abusados, até o todo de um conceito, de uma ideia. Já vimos exemplos de comercias serem copiados na sua plenitude expondo marcas e empresas ao desconforto de ter que assumir a "mea culpa" e tirar do ar. Outros então nem tiram, vão lá muda um pouquinho e segue como se nada tivesse acontecido. Oras, não se ensina isso nas escolas, senão pra que as faculdades se a internet é que serve como aprendizado por ser um mundo de informações sem fronteiras?
Da mesma forma que a internet serve para buscar referências, também entrega no ato quem tira proveito de ideias alheias em benefício próprio e, na maioria das vezes, quem tem esse tipo de atitude é quem produz o conteúdo, fazendo inclusive a vez de uma agência de propaganda, passando por cima dos criativos, isso claro quando tem criativos na agência.
Aí vem a questão! É Plágio ou é Referência? O que pode e o que não pode ?
Folhear o anuário do clube de criação, dar uma busca na rede atrás de algo parecido com o que se quer fazer, apreciar e admirar o que de melhor está sendo feito de trabalhos similares, tudo bem, mesmo porque dar uma espiada todo mundo dá mesmo e está certo, tem que ver sim o que está sendo feito, até para não incorrer no "inconsciente coletivo" http://migre.me/5IVBf que pode ser fatal para a falta de criatividade.
Em evento recente, promovido pelo Globo Universidade e pela USP, especialistas debateram sobre o tema: "Avanço da internet expande discussão sobre direitos autorais" http://migre.me/5IVH2 e é fato que ainda tem muito para se fazer em todas as esferas do mercado no que tange aos direitos autorais.
Entre gigantes a guerra então é mundial, como no caso da Apple e da Samsung que se acusam mutuamente pela patente do tablet, entre outras empresas por trás da disputa. http://migre.me/5JDB6
Na publicidade, o cuidado é redobrado pois a exposição é enorme e imediata. Fez agora, publicou, daqui a pouco aparece alguém e diz que é cópia e as vezes o anúncio nem é exatamente igual, mas só por haver alguma similariedade já levantam a lebre e disparam pela rede, gerando prejuízos incalculáveis dependendo do tamanho da bronca.
A criatividade vem da genialidade e a genialidade vem do conhecimento e o conhecimento vem de tudo o que aprendemos, das informações que colhemos e elas estão em vários lugares, na escola, no cotidiano, nos livros, no cinema, na internet, enfim, é o quanto um profissional é culto e bem informado que faz com que tenha conteúdo para usar do seu talento para criar algo novo, inédito, ousado, inovador e, aí sim, colocar na rede como uma referência do que de melhor vem sendo feito, dando a sua contribuição ao mercado.
A torcida é para que todos possam ter ideias novas, serem criativos para que sejam reconhecidos e premiados pelos seus méritos e não difamados por atitudes antiéticas que colocam em dúvida a sua potencialidade criativa, muitas vezes tentada pela fraqueza em aceitar algo que vem fácil, pronto, como se fosse uma receita de bolo.
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sábado, 17 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Mídia não é média
Aquela história de que “o cliente tem sempre razão” , é claro que acontece na maioria dos casos. Seria ingênuo achar que o X da questão, da planilha do mídia é só uma deliberidade desse profissional quando, de fato, deveria ser, afinal estudou para isso, foi treinado e conquistou aprendizado na função de mídia e sabe, ou deveria saber, como ninguém direcionar os investimentos do cliente.
O cliente é que não sabe disso ou não quer saber.
E aí vem a esposa, os filhos, os amigos, a cunhada, além de um monte de palpiteiros na empresa que, além de botar o bedelho no conceito, na produção, também dão os seus palpites na veiculação como se fosse uma loteria. E não é que é isso mesmo, uma loteria, onde ele acerta um, dois, três, meia dúzia de pessoas, aquelas que falam que viram o anúncio e acharam o máximo.
Se não bastasse isso, vem o Ego .
Aparecer na mídia, sozinho, com os amigos ou com a família, garante visibilidade social que por sua vez garante o faturamento de terceiros patrocinados pelo primeiro que nem faz idéia de que aparecer a qualquer preço pode ser fatal para o negócio, mas o Ego fala mais alto e isso não tem preço, paga-se pra ver, literalmente.
Mas a de doer é a Média.
Do tipo; Faz a produção ou o anúncio em tal lugar que é do meu amigo ou que é do amigo do meu amigo ou que foi um pedido do fulano de tal que é da família e que conhece o dono e que falou que tenho que fazer lá...e, por aí vai.
Claro que isso não é Mídia, mas sim Média
Quando é Mídia, valoriza o profissional de mídia, a agência, o fornecedor, o veículo e, principalmente, o investimento do dinheiro \"verba\" do anunciante;
Quando é Média, para que então o profissional de mídia?
Como são anunciantes que não vêem a propaganda como investimento, mas sim como custo, é certo que não olham para o chão e, para citar um exemplo, eles nem percebem o acúmulo de papéis jogados nas ruas e nas casas, de todos os tipos em uma clara ação de desperdício, de papel (leia-se meio ambiente/sustentabilidade) e de dinheiro que, pelo jeito, não faz muita falta a esse perfil de cliente ou, se preferirem, freguês do tipo que não quer uma boa agência, que não paga por uma boa produção e por uma boa mídia onde o anúncio, e não ele, deveria estar.
Luz no fim do túnel.
É um quadro que, espera-se, deve mudar com um novo modelo de gestão implementado por uma nova geração, principalmente por parte do anunciante, mais preparada e antenada, mesmo porque em cidades com o porte, por exemplo, de uma Ribeirão Preto, não dá mais para conviver com atitudes provincianas, precisa sim passar a se comportar como uma metrópole, deixando de ceder a uma minoria que não leva a sério o negócio da propaganda, onde cada um faz o que quer sem se dar o respeito e a importância da comunicação e do marketing para com o desenvolvimento econômico e sócio-cultural de uma cidade.
Valorizar a classe e acima de tudo os profissionais do meio, é uma busca constante para que o negócio não seja cerciado por aqueles que usam a propaganda como instrumento político, somente em benefício próprio e que depõem contra os bons princípios, a ética e ao profissionalismo que norteiam essa importante atividade profissional.
Podem até fazer média, mas que não se confunda isso com mídia, com propaganda.
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O cliente é que não sabe disso ou não quer saber.
E aí vem a esposa, os filhos, os amigos, a cunhada, além de um monte de palpiteiros na empresa que, além de botar o bedelho no conceito, na produção, também dão os seus palpites na veiculação como se fosse uma loteria. E não é que é isso mesmo, uma loteria, onde ele acerta um, dois, três, meia dúzia de pessoas, aquelas que falam que viram o anúncio e acharam o máximo.
Se não bastasse isso, vem o Ego .
Aparecer na mídia, sozinho, com os amigos ou com a família, garante visibilidade social que por sua vez garante o faturamento de terceiros patrocinados pelo primeiro que nem faz idéia de que aparecer a qualquer preço pode ser fatal para o negócio, mas o Ego fala mais alto e isso não tem preço, paga-se pra ver, literalmente.
Mas a de doer é a Média.
Do tipo; Faz a produção ou o anúncio em tal lugar que é do meu amigo ou que é do amigo do meu amigo ou que foi um pedido do fulano de tal que é da família e que conhece o dono e que falou que tenho que fazer lá...e, por aí vai.
Claro que isso não é Mídia, mas sim Média
Quando é Mídia, valoriza o profissional de mídia, a agência, o fornecedor, o veículo e, principalmente, o investimento do dinheiro \"verba\" do anunciante;
Quando é Média, para que então o profissional de mídia?
Como são anunciantes que não vêem a propaganda como investimento, mas sim como custo, é certo que não olham para o chão e, para citar um exemplo, eles nem percebem o acúmulo de papéis jogados nas ruas e nas casas, de todos os tipos em uma clara ação de desperdício, de papel (leia-se meio ambiente/sustentabilidade) e de dinheiro que, pelo jeito, não faz muita falta a esse perfil de cliente ou, se preferirem, freguês do tipo que não quer uma boa agência, que não paga por uma boa produção e por uma boa mídia onde o anúncio, e não ele, deveria estar.
Luz no fim do túnel.
É um quadro que, espera-se, deve mudar com um novo modelo de gestão implementado por uma nova geração, principalmente por parte do anunciante, mais preparada e antenada, mesmo porque em cidades com o porte, por exemplo, de uma Ribeirão Preto, não dá mais para conviver com atitudes provincianas, precisa sim passar a se comportar como uma metrópole, deixando de ceder a uma minoria que não leva a sério o negócio da propaganda, onde cada um faz o que quer sem se dar o respeito e a importância da comunicação e do marketing para com o desenvolvimento econômico e sócio-cultural de uma cidade.
Valorizar a classe e acima de tudo os profissionais do meio, é uma busca constante para que o negócio não seja cerciado por aqueles que usam a propaganda como instrumento político, somente em benefício próprio e que depõem contra os bons princípios, a ética e ao profissionalismo que norteiam essa importante atividade profissional.
Podem até fazer média, mas que não se confunda isso com mídia, com propaganda.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
Animação é muito mais que um punhado de efeitos
Mesmo sabendo que a animação 3D demanda em técnicas apuradas e conhecimentos aprofundados das ferramentas dedicadas a esse fim, os menos informados do mercado ainda acham que esse trabalho é um processo simples como da produção de um vídeo com um punhado de efeitos.
É dificil de fazer, tal qual é dificil de explicar como se faz, e para quem desconhece essa linguagem pode até parecer que é só apertar um botão e tudo se transforma como num passe de mágica, de forma automática.
Abaixo um vídeo que demandou em técnicas apuradas de Design e Animação 3D.
A falta de conhecimento, do quanto o 3D pode potencializar uma produção audiovisual e os diferenciais que esses recursos geram em benefícios dos produtos, fazem com que tudo continue sempre muito igual , ou seja, filmes bonitos e bem feitos com imagens que sobem e descem (grua), panorâmicas (travelling), fotos de banco de imagens, cartelas em movimentos frenéticos com um punhado de efeitos e normalmente sem sentido, e não que isso não traga retorno, claro que sim, pois tudo que se faz volta de alguma forma, a questão é medir o quanto e de que forma e o que mais agrega ao produto final, inclusive avaliar se uma animação cabe ou não dentro do contexto, pois do contrário é desperdício, daí a importância em conhecer todas as ferramentas que tem no mercado e como fazer o bom uso de cada uma para somar no resultado final.
O mercado regional, diferente das grandes cidades, não tem a cultura, a prática de trabalhar com fornecedores especializados, cada qual com a sua expertise para somar na produção final de um filme, como por exemplo, onde a produtora de vídeo faz a parte da produção das imagens e a finalizadora a parte de pós-produção quando pede uma interação entre elementos reais (pessoas) com elementos virtuais (personagens), principalmente pela falta de mão de obra especializada face ao alto custo de se manter profissionais capacitados e, nesse caso, o resultado nem sempre é satisfatório, mesmo porque ninguém é tão bom em tudo.
Apenas para ilustrar, desenvolver um projeto em 3D, envolve processos e etapas complexas como: Concept, Storyboard, Modelagem, Rigging, Cenários Virtuais, Animação, e aí vem; Iluminação, Posição de câmera, Composição, Malha, Render e Finalização e quando é pós-produção a coisa pega, pois envolve marcações, acompanhamento e interação durante a captação de imagens reais para que na finalização haja um sincronismo perfeito entre o real e o virtual.
Animação é tudo de bom e possibilita um resultado diferenciado, mas para chegar no melhor é preciso conhecimento, muito estudo e bagagem, do contário vira um punhado de efeitos e, aí, é só mais um vídeo animado.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
“Limpar o que mesmo?”
As cidades de grande porte do interior, a exemplo de Ribeirão Preto, precisam assumir as suas potencialidades no campo da comunicação e do marketing.
Não dá mais pra ver tanta papelada jogada no chão, contribuindo com enchentes e nas questões de segurança no trânsito.
Tudo bem discutir a publicidade exterior, mas não de forma radical, pois querer acumular dividendos á custa de atitudes dessa natureza, sem um debate democrático, é uma ação isolada se formos ver no que deu a lei “cidade limpa” na capital, suavizada em detrimento de propaganda eleitoral e de argumentos de apoio a reformas de prédios históricos.
Tem muito para arrumar, é preciso discutir as fachadas das lojas, as placas indicativas, que invadem o espaço aéreo e interferem no visual da cidade e na arquitetura de prédios históricos.
São exemplos para simplificar e que bastam atitudes concretas, envolver a sociedade, autoridades e entidades para não ficarmos no provincianismo, coronelismo, muito enraizados em cidades pequenas e sem maiores pretensões de crescimento organizado.
Estamos na era digital. A segmentação é fato presente, anuncie onde o seu público vai estar e não onde você quer ver e nem permita que com o seu investimento outros apareçam como moeda de troca.
Ética, inovação, ousadia. Explorar isso a favor é o que faz a diferença na hora de capitalizar em cima de oportunidades e de fatos inéditos, fazendo o bom uso do marketing e da comunicação, mas que muitos empresários ainda relutam em tê-los como aliados de seus negócios mantendo comportamentos que nos remetem ao passado, na época em que os “donos” ditavam como deveriam aparecer os seus anúncios ou, se preferirem, “reclames”.
Um bom número de publicitários já devem ter passado pelas célebres frases: “Quero que mostre a fachada assim mesmo”, “Tire a marca do cartão de visita”, ou uma das pérolas mais famosas. “Não precisa de modelo, minha filha faz” , a da era digital; “Tem um menino que faz o site pra mim”, e as perguntas lamentáveis; “Com agência não é mais caro?” ; “Tem que pagar a arte?, a produção?”, e a política; “Quero que coloque o anúncio ali”. Isso sim precisa de uma boa limpeza.
Temos profissionais talentosos, ótimas agências de propaganda, fornecedores e grandes veículos de comunicação cada qual focado no seu segmento e que potencializam os anúncios das empresas para um público-alvo, mesmo porque a propaganda não é feita para o dono ver, diferente dos cadernos sociais onde de fato ele aparece e se satisfaz vendo a sua própria imagem e a dos outros, e não sou contra o social, que tem o seu papel, mas isso nada tem a ver com marketing e publicidade.
Se queremos diferenciar e usar a comunicação de forma a construir marcas fortes e gerar negócios com resultados duradouros, é só ter como referência as grandes ideias, os conceitos originais e entender que cada coisa se encaixa no seu devido lugar e por isso se tornam cases de sucesso.
Quanto ao “Limpar o que mesmo?”. Hora ou outra isso sai do papel, pelo menos é o que se espera, e que prevaleça o bom senso e o equilíbrio em prol de todo o mercado.
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