domingo, 11 de setembro de 2011

Mídia não é média

Aquela história de que “o cliente tem sempre razão” , é claro que acontece na maioria dos casos. Seria ingênuo achar que o X da questão, da planilha do mídia é só uma deliberidade desse profissional quando, de fato, deveria ser, afinal estudou para isso, foi treinado e conquistou aprendizado na função de mídia e sabe, ou deveria saber, como ninguém direcionar os investimentos do cliente.
O cliente é que não sabe disso ou não quer saber.
E aí vem a esposa, os filhos, os amigos, a cunhada, além de um monte de palpiteiros na empresa que, além de botar o bedelho no conceito, na produção, também dão os seus palpites na veiculação como se fosse uma loteria. E não é que é isso mesmo, uma loteria, onde ele acerta um, dois, três, meia dúzia de pessoas, aquelas que falam que viram o anúncio e acharam o máximo.
Se não bastasse isso, vem o Ego .
Aparecer na mídia, sozinho, com os amigos ou com a família, garante visibilidade social que por sua vez garante o faturamento de terceiros patrocinados pelo primeiro que nem faz idéia de que aparecer a qualquer preço pode ser fatal para o negócio, mas o Ego fala mais alto e isso não tem preço, paga-se pra ver, literalmente.
Mas a de doer é a Média.
Do tipo; Faz a produção ou o anúncio em tal lugar que é do meu amigo ou que é do amigo do meu amigo ou que foi um pedido do fulano de tal que é da família e que conhece o dono e que falou que tenho que fazer lá...e, por aí vai.
Claro que isso não é Mídia, mas sim Média
Quando é Mídia, valoriza o profissional de mídia, a agência, o fornecedor, o veículo e, principalmente, o investimento do dinheiro \"verba\" do anunciante;
Quando é Média, para que então o profissional de mídia?
Como são anunciantes que não vêem a propaganda como investimento, mas sim como custo, é certo que não olham para o chão e, para citar um exemplo, eles nem percebem o acúmulo de papéis jogados nas ruas e nas casas, de todos os tipos em uma clara ação de desperdício, de papel (leia-se meio ambiente/sustentabilidade) e de dinheiro que, pelo jeito, não faz muita falta a esse perfil de cliente ou, se preferirem, freguês do tipo que não quer uma boa agência, que não paga por uma boa produção e por uma boa mídia onde o anúncio, e não ele, deveria estar.
Luz no fim do túnel.
É um quadro que, espera-se, deve mudar com um novo modelo de gestão implementado por uma nova geração, principalmente por parte do anunciante, mais preparada e antenada, mesmo porque em cidades com o porte, por exemplo, de uma Ribeirão Preto, não dá mais para conviver com atitudes provincianas, precisa sim passar a se comportar como uma metrópole, deixando de ceder a uma minoria que não leva a sério o negócio da propaganda, onde cada um faz o que quer sem se dar o respeito e a importância da comunicação e do marketing para com o desenvolvimento econômico e sócio-cultural de uma cidade.
Valorizar a classe e acima de tudo os profissionais do meio, é uma busca constante para que o negócio não seja cerciado por aqueles que usam a propaganda como instrumento político, somente em benefício próprio e que depõem contra os bons princípios, a ética e ao profissionalismo que norteiam essa importante atividade profissional.

Podem até fazer média, mas que não se confunda isso com mídia, com propaganda.

www.twitter.com/tonivalente

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