terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

“Limpar o que mesmo?”

As cidades de grande porte do interior, a exemplo de Ribeirão Preto, precisam assumir as suas potencialidades no campo da comunicação e do marketing.
Não dá mais pra ver tanta papelada jogada no chão, contribuindo com enchentes e nas questões de segurança no trânsito.
Tudo bem discutir a publicidade exterior, mas não de forma radical, pois querer acumular dividendos á custa de atitudes dessa natureza, sem um debate democrático, é uma ação isolada se formos ver no que deu a lei “cidade limpa” na capital, suavizada em detrimento de propaganda eleitoral e de argumentos de apoio a reformas de prédios históricos.
Tem muito para arrumar, é preciso discutir as fachadas das lojas, as placas indicativas, que invadem o espaço aéreo e interferem no visual da cidade e na arquitetura de prédios históricos.
São exemplos para simplificar e que bastam atitudes concretas, envolver a sociedade, autoridades e entidades para não ficarmos no provincianismo, coronelismo, muito enraizados em cidades pequenas e sem maiores pretensões de crescimento organizado.
Estamos na era digital. A segmentação é fato presente, anuncie onde o seu público vai estar e não onde você quer ver e nem permita que com o seu investimento outros apareçam como moeda de troca.
Ética, inovação, ousadia. Explorar isso a favor é o que faz a diferença na hora de capitalizar em cima de oportunidades e de fatos inéditos, fazendo o bom uso do marketing e da comunicação, mas que muitos empresários ainda relutam em tê-los como aliados de seus negócios mantendo comportamentos que nos remetem ao passado, na época em que os “donos” ditavam como deveriam aparecer os seus anúncios ou, se preferirem, “reclames”.
Um bom número de publicitários já devem ter passado pelas célebres frases: “Quero que mostre a fachada assim mesmo”, “Tire a marca do cartão de visita”, ou uma das pérolas mais famosas. “Não precisa de modelo, minha filha faz” , a da era digital; “Tem um menino que faz o site pra mim”, e as perguntas lamentáveis; “Com agência não é mais caro?” ; “Tem que pagar a arte?, a produção?”, e a política; “Quero que coloque o anúncio ali”. Isso sim precisa de uma boa limpeza.
Temos profissionais talentosos, ótimas agências de propaganda, fornecedores e grandes veículos de comunicação cada qual focado no seu segmento e que potencializam os anúncios das empresas para um público-alvo, mesmo porque a propaganda não é feita para o dono ver, diferente dos cadernos sociais onde de fato ele aparece e se satisfaz vendo a sua própria imagem e a dos outros, e não sou contra o social, que tem o seu papel, mas isso nada tem a ver com marketing e publicidade.
Se queremos diferenciar e usar a comunicação de forma a construir marcas fortes e gerar negócios com resultados duradouros, é só ter como referência as grandes ideias, os conceitos originais e entender que cada coisa se encaixa no seu devido lugar e por isso se tornam cases de sucesso.
Quanto ao “Limpar o que mesmo?”. Hora ou outra isso sai do papel, pelo menos é o que se espera, e que prevaleça o bom senso e o equilíbrio em prol de todo o mercado.


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